A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cajazeiras enfrenta nos últimos dias um quadro de superlotação provocado pelo aumento expressivo de casos de viroses e doenças respiratórias. Pacientes chegam com sintomas como inflamação na garganta, febre, tosse, cansaço, dor de cabeça e vômitos, especialmente crianças.
Segundo especialistas, a mudança brusca de clima tem desencadeado crises de rinite alérgica e asma, além de favorecer a proliferação de moscas, que em contato com alimentos podem transmitir vírus e bactérias causadores de infecções intestinais. Muitos casos também podem estar relacionados à dengue ou à Covid-19, que apresentam sintomas iniciais semelhantes.
O radialista Alberto Dias esteve na unidade no início da semana acompanhando a filha e relatou a situação. “Fiquei mais de quatro horas na fila, esperando atendimento. A chamada é por ordem de classificação, de acordo com o quadro clínico. Entendo que é assim que deve funcionar, mas a espera é longa”, contou ao Gazeta do Alto Piranhas. Ele informou que três médicos estavam atendendo, mas ainda assim o fluxo era intenso.
Outro agravante é que, desde que o Hospital Universitário Júlio Bandeira (HUJB) deixou de realizar esse tipo de atendimento, adultos e crianças passaram a dividir o mesmo ambiente na UPA. A unidade atende não apenas pacientes de Cajazeiras, mas de toda a região e até de estados vizinhos, o que aumenta a demanda.
A UBS Simão de Oliveira, que funciona no Centro durante a noite, também registrou lotação ao longo da semana. Por determinação da prefeita Corrinha Delfino, a UBS do bairro Sol Nascente passou a funcionar no período noturno para tentar desafogar o sistema.
As UPAs foram criadas pelo Ministério da Saúde justamente para desafogar os hospitais, e a situação atual acende alerta para a necessidade de novos investimentos na rede de urgência e emergência do município.
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