25 de junho de 2026

Sociedade Brasileira de Computação inspeciona códigos-fonte dos sistemas das Eleições 2026

 


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu, nesta quarta-feira (24), representantes da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) para mais uma etapa de inspeção dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais que serão utilizados nas Eleições Gerais de 2026. A atividade faz parte das ações do Ciclo de Transparência Democrática.

A comitiva da SBC vistoriou as linhas de comando e os softwares que integram o ecossistema das urnas eletrônicas. A análise ocorreu no espaço dedicado à auditoria, localizado no edifício-sede do Tribunal, em Brasília. Nesta quinta-feira (25), está prevista a continuidade dos trabalhos do grupo.

Os representantes examinaram os sistemas operacionais, os programas de votação, os módulos de transmissão e de totalização de dados, além dos mecanismos de criptografia que garantem o sigilo e a segurança do voto.
Transparência ampliada

A abertura dos códigos-fonte às entidades fiscalizadoras ocorre com um ano de antecedência em relação ao pleito. A medida visa expandir o tempo disponível para que partidos políticos, órgãos de controle e a academia validem de forma minuciosa a integridade e o funcionamento dos programas desenvolvidos pela Justiça Eleitoral.

O pesquisador André Ricardo Abed Grégio, que coordena o grupo da SBC, destacou que a inspeção reforça pilares de transparência e de auditoria essenciais para o processo eleitoral. “Tenho visto, ao longo dos anos, uma abertura cada vez maior e eu defendo que isso é muito importante para o processo democrático”, frisou.

As inspeções na sede da Corte continuam abertas e estão programadas para ocorrer até setembro, antes da Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas, momento em que os softwares são blindados e distribuídos para os tribunais regionais eleitorais (TREs) de todo o país.

“Eu diria que é o sistema mais sofisticado do mundo quando se trata de eleições. É muito proveitosa e muito promissora a inspeção nesse processo democrático, porque só abrindo [os códigos] e deixando os pesquisadores e quem tiver capacidade de analisar um código e verificar um processo é que a gente consegue trazer melhorias”, destacou Grégio, ao defender o sistema.

Além de Grégio, compõem a equipe técnica da SBC os pesquisadores João Ribeiro Andreotti e Raphael Kaviak Machnicki.